Primeira impressão

Vou contar nas próximas linhas a impressão que o Estádio João Havelange, popular Engenhão, causou nesse torcedor, apaixonado pelo Fluminense apesar dos pesares. A expectativa de todos era grande, os torcedores, tanto do Fluminense como do Botafogo, trataram de chegar cedo ao estádio. Por volta das 14:30, filas se formavam em todas as quatro entradas do complexo esportivo.



O acesso seria aberto somente às 15:00, como foi informado no ato da troca dos ingressos. Mesmo assim, os torcedores começaram a ficar impacientes. No entanto, tudo transcorreu na absoluta paz. Assim que os portões foram abertos, algumas catracas apresentaram problemas, mas nada que impedisse a entrada segura do público.

A primeira impressão ao entrar é a de estar mesmo em um Estádio de primeiro mundo. Tudo muito bem sinalizada, policiais por todos os lados, voluntários informando o público por onde deveriam se encaminhar para chegar às arquibancadas.

Ao passar pela rampa de acesso e se deparar com o Engenhão ainda vazio, apenas com suas cadeiras azuis contrastando com o verde do gramado, o sentimento é de orgulho. Saber que o Rio de Janeiro possui, agora, um estádio tão belo enche os olhos de qualquer morador da cidade.

A organização preparou uma festa para entreter o público na longa espera pelo início do jogo. A Unimed proporcionou brincadeiras no gramado, disputa de pênaltis, tiro de meta, uma bola gigante, música e camisas para a torcida.

Banheiros e alimentação, sempre um tormento para torcedores nos estádio brasileiros. Os banheiros do Engenhão estão de parabéns, espaçosos e sem confusão na hora de utilizá-los. Agora as lanchonetes, nota zero. O serviço do Bob´s estava péssimo. Filas enormes se formaram e o cachorro quente era a coisa mais sem graça do mundo. Para desafogar as filas, alguns ambulantes credenciados deveriam ficar vendendo bebida na arquibancada. Talvez até existisse algum, mas passou longe de onde estava.

Antes do jogo, uma bela apresentação da banda da marinha. Tocaram diversos hinos e músicas importantes. A cada composição, formavam uma figura no gramado. Teve âncora, Pão-de-açúcar, Cristo...



Tudo pronto, começa o jogo. Essa parte prefiro não comentar.

Depois do jogo, a hora de voltar para casa foi complicada. Muita confusão. Os ônibus e táxis não conseguiam andar por causa dos torcedores ocupando a pista. Na estação de trem, mais tumulto. Como a nova estação com uma rampa de acesso ao estádio ainda estava fechada, os torcedores tiveram que se espremer para passar pela entrada.

No fim, essa primeira experiência do Engenhão teve um saldo positivo. A festa das duas torcidas foi muito bonita. Tomara que tanto botafoguenses como tricolores possam voltar para o Estádio durante o Brasileirão. Uma administração conjunta pode ser a melhor opção.


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