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Disco da Semana: Manja Perene - LETUCE



Uma banda, ou melhor, uma dupla do Rio de Janeiro desponta cada vez mais como futuro expoente do cenário musical independente, não somente carioca como também brasileiro. Trata-se da banda Letuce, formada pelo apaixonado e apaixonante casal  Letícia Novaes, nos vocais, e Lucas Vasconcellos, na instrumentação.

Depois do excelente primeiro álbum da banda chamado "Plano de fuga pra cima dos outros e de mim", de 2009, a dupla acaba de lançar seu segundo CD, o "Manja Perene". Diferente da doçura intrínseca feminina do Plano de Fuga, o Manja Perene busca justamente o contrário, ressaltar intensamente a figura masculina do projeto. Diferentes na teoria, pois na prática podemos perceber que um completa o outro. Assim como o casal compositor.

"Pra passear", a primeira faixa do álbum, parece que quer mostrar justamente esta transição antitética. Vocais melancólicos de Letícia no começo e gritos incessantes no final.  Já a partir da segunda música(Fio Solto) podemos perceber a influência marcante do tropicalismo de Gal Costa e principalmente dos Mutantes, que é presente no restante de todo o trabalho.

A experimentação já comum no Plano de Fuga, ainda persiste, para nossa contemplação, no Manja. Até porque, aonde mais poderíamos encontrar os versos como “Jesus lies here but he doesn´t tell me where i can lay with you” “Soluço também passa quando você não toma susto” e “quando cê chega é cataploft no meu peito”? Só com Letuce.


O disco se desenvolve envolvendo aquele quem o escuta. Uma música carrega a outra, que puxa a próxima e quando nos deparamos o CD já está no fim. Isso claro, sem esquecer do ápice que é a décima canção, denominada de Insoniazinha. Musicalidade de causar inveja a qualquer um.



Letuce, em seu último trabalho é tudo que o cenário independente precisa e busca, sem cair em clichês ou contradições.  É rock, MPB, é psicodelia, experiência, raiva, melancolia, pulsação, é droga, é intenso, intensidade, sexo, erotismo, briga, carinho. É duradouro e abundante como a definição de perene. Afinal, como a própria Letícia pergunta na musica Loteria, cê manja perene?


Por Gabriel Manes


ETC! - Disco da Semana: Coldplay - Mylo Xyloto (2011)



Em 1991 grandes expectativas cercavam o álbum Achtung Baby, do U2 antes de seu lançamento. Já era possível dizer que, até aquele momento, Bono Vox e cia desfrutavam do sucesso comercial e aclamação da crítica  alcançada em seus trabalhos anteriores como  The Joshua Tree (1987). Então o que faltava ao U2? Faltava romper com tudo que já tinha sido feito antes. Botaram a árvore de Josué abaixo, numa tentativa bem sucedida de se reafirmar como banda, o que consolidou seu sucesso em escala global. A ousadia foi recompensada e Achtung Baby entrou para história.

Calma, calma, você não leu errado. Não vamos analisar um álbum do U2. O recém lançado Mylo Xyloto, do Coldplay , é o disco semana no ETC. É que o quinto álbum de estúdio da banda de Chris Martin - que completa 15 anos de fundação em 2011, mesma idade que o U2 tinha quando Achtung Baby veio ao mundo -  foi lançado num contexto de grandes expectativas - e grandes receios - muito parecido com o que o U2 experimentou há 20 anos atrás. Agora é a vez do Coldplay, uma banda que já nasceu grande, provar que merece o lugar conquistado.

É inevitável comparar as duas bandas. Além da fama de bom moço e gosto pelo ativismo social, Chris Martin parece ser o herdeiro de Bono Vox na predileção por shows em grandes estádios. Mylo Xyloto parece ter vindo para cumprir esta função. Músicas de refrão forte, versos marcantes e os característicos “ôôôs” se fazem mais presentes do que nunca. O Coldplay também precisou buscar muitas influências para elaborar este novo disco, vide as referências a outros artistas por todo lado e os samplers que aparecem em diversas faixas. Originalmente concebido para ser um álbum mais acústico, o disco foi ganhando proporções grandiosas ao longo do processo de produção. Produção esta comandada por Brian Eno, que curiosamente, ficou famoso por seu trabalho com o U2 nas fases Joshua Tree e Achtung Baby.

Quando Every Teardrop is A Waterfall, o primeiro single de Mylo Xyloto, foi lançado, os sintetizadores de euro dance não deixaram dúvida: O Coldplay abraçou de vez o pop. Em seu novo trabalho, o Coldplay mantem os conceitos de art rock experimentados em Viva La Vida Or Death And All His Friends (2008) e se distancia da sonoridade mais crua de seus primeiros trabalhos (Parachutes, de 2000 e A Rush Of Blood To The Head, de 2002), o que pode ter decepcionado alguns fãs mais conservadores.

Inspirado no Rosa Branca, movimento intelectual que fazia uma resistência ao nazismo de forma pacífica durante a segunda guerra mundial e na arte de rua novaiorquina dos anos 70, o novo disco do Coldplay é um álbum conceitual, ou seja, concebido para que todas as faixas narrem uma mesma história. Nele, Chris Martin conta história de amor de Mylo e Xyloto, um casal que vive num ambiente opressor, mas usa a paixão como arma contra as adversidades.

O projeto inicial era de gravar um filme animado que contasse a história dos personagens e que servia de ilustração para as faixas. A idéia foi descartada, mas parece que daí surgiram as faixas instrumentais que interligam as canções em Mylo Xyloto.

A faixa-título, de apenas 42 segundos, nos introduz a um universo multicolorido e esperançoso, clima que acompanhará o ouvinte através de todo o álbum. Em seguida temos a pulsante Hurts Like Heaven, uma das músicas mais animadas e dinâmicas já lançadas pelo quarteto. É uma canção de fácil digestão e que funciona na primeira ouvida. Há nela um certo ar oitentista que remete às fases mais alegres do The Cure (  que inclusive tem uma famosa canção chamada Just Like Heaven).



Paradise se inicia com um arranjo de cordas que lembra a trilha sonora de filmes da Disney, mas que logo é substituído por teclados de hip hop. É música do cd que melhor faz a comunhão de elementos do “novo” e do “velho” Coldplay. Radiofônica por natureza, a faixa foi concebida para ser entoada por multidões.



Contrastando com a tranqüila Paradise surge a explosiva Charlie Brown, 4ª faixa do cd. A canção é um hino instantâneo, mais uma feita para as grandes arenas. Escrita após Chris Martin voltar de um show de Bruce Springsteen, tem referências claras a Dancing In The Dark, do cantor americano.

Após isso vem a calma e intimista Us Against The World, a música com os versos mais profundos de todo o disco. A bela balada folk fala sobre o sentimento de invencibilidade que se tem quando se ama alguém. A canção é bem crua e direta. Destaque para o refrão, onde Chris Martin divide os vocais com o baterista Will Champion.

Em seguida mais um interlúdio, MMIX, que serve para fazer a ligação com Every Teardrop Is A Waterfall.
A ousada faixa dividiu opiniões entre os fãs. Every Teardrop ... reforça os ares épicos do disco ao cantar sobre uma revolução comandada por crianças que dançam e celebra de forma metalingüística a euforia de ouvir uma boa música (“i feel my heart start beating to my favourite song”).

Urgente e soturna, Major Minus faz um contraponto a alegria de Every Teardrop.... A letra parece escrita por George Orwell, pois lembra o roteiro do livro 1984. Nela os personagens estão em fuga e percebem que estão sendo observados a todo instante. A faixa tem o melhor solo de guitarra da história do Coldplay. The Edge se sentiria orgulhoso (ou plagiado).


Em U.F.O, Chris Martin visita o folk mais uma vez. Na curta e sensível balada de voz e violão, o personagem da história pede ajuda a Deus para decidir qual caminho seguir. É um prenúncio de que a relação entre Mylo e Xyloto está abalada, o que se confirma em Princess of China.

O dueto com Rihanna provavelmente foi uma jogada de marketing para alavancar ainda mais o Coldplay nas paradas de sucesso, mas independente disso, Princess of China surpreende quem a ouve sem preconceitos. Nela, o casal principal se mostra desiludido com o relacionamento e magoados um com o outro. Descaradamente eletrônica, a faixa tem sintetizadores inconstantes e um “ôôô” (mais um) que pode funcionar muito bem ao vivo.

Up In Flames é a calmaria depois da tempestade. A batida de trip hop e um piano minimalista acompanham os lamentos de Martin sobre um amor perdido.

Na barulhenta Don’t Let It Break Your Heart, o Coldplay evoca o U2 mais uma vez, mas tem uma melodia um tanto comum. A faixa menos criativa de Mylo Xyloto.

O último suspiro do disco é a etérea Up With The Birds. A faixa faz referências a letra de Ahnthem, de Leonard Cohen, e fecha muito bem o álbum com uma mistura de Folk, New Age e Rock. Quer saber se Mylo e Xyloto ficam juntos? Então ouça o disco. Eu é que não vou estragar a história contando o final!

Neste ousado registro, com início, meio e fim, o Coldplay entregou um álbum de verdade, com canções que se interligam e se completam.  

Ser a maior banda do mundo não é tarefa para qualquer um e o Coldplay continua tentando chegar lá.  Mylo Xyloto pode ter cometido alguns pequenos tropeços, afinal ele é fruto de uma caminhada por percursos até então desconhecidos, mas é um disco legítimo e sincero.  O último verso da última música diz o seguinte: "good things are coming our way" ("boas coi­sas estão vindo em nossa dire­cão"). Pode ter certeza que sim, Coldplay.


Nota: 7,5
Ouça: Hurts Like Heaven, Us Against The World e Princess Of China

Por João Vitor Figueira


ETC! Disco da Semana: Foals - Total Life Forever


Gravar o segundo disco não é uma tarefa fácil para nenhuma banda. Os artistas precisam mostrar que tem talento para continuar no cenário musical, atender (pelo menos em tese) às expectativas do fãs conquistados no disco de estreia e tentar encontrar a dosagem certa de inovações para não correr o risco de se repetir ou mesmo de perder a identidade. O quinteto britânico Foals lidou com esse desafio de uma maneira surpreendente quando lançou Total Life Forever, o disco da semana no ETC!

Foals
Em 2008 o Foals apresentou ao mundo seu elogiado debut Antidotes, que foi bem elogiado pela crítica especializada. Nas faixas podíamos ouvir uma clara influência do Math Rock, subgênero do Indie Rock, caracterizado, pela precisão dos riffs de guitarra e pelo ritmo não convencional da bateria. Se em Antidotes o Foals provou ter um inegável potencial, em Total Life Forever (2010) eles exploraram novas possibilidades sonoras e provaram ter um inegável talento. E quando uma banda tem talento, toda ousadia merece ser premiada.

Total Life Forever dá um passo à frente em relação ao seu predecessor, que, apesar do dinamismo soa limitado em alguns momentos. Antes mais preso ao Math Rock, o Foals bebeu de outras fontes como o Post-Rock e a New Wave. Outro grande trunfo desse álbum é que há uma surpresa em cada música. Muitas começam de um jeito devagar e culminam num término grandioso, quase épico.

O disco começa com a faixa “Blue Blood”, onde devagarzinho os riffs esparsos vão dando lugar as dinâmicas interações entre as linhas de baixo e a bateria. Logo depois vem a animada “Miami” que tem um Q de Red Hot Chili Peppers. A faixa-título mantém o clima eufórico na integração matemática entre gitarra, teclado e vocais. Em seguida temos o punk dançante de “Black Gold” que parece o encontro do The Clash com o Radiohead. Exemplo perfeito de faixa que começa despretensiosa e termina com uma inquietude magistral.

A canção chave é a reflexiva “Spanish Sahara”, que mostra toda a complexidade harmônica dos instrumentistas e uma sensibilidade poética do vocalista e letrista Yannis Philippakis. Etérea, poderosa e intensa. “Spanish Sahara” é uma obra de arte de 06:35 segundos.


A partir daí o disco continua bem. Destaque para a precisão inconstante de "After Glow" e para a delicada "2 Trees".

Total Life Forever é um disco bem construído e mostra que ainda existem cabeças pensantes no Rock. Melancolia e euforia, minimalismo e maximalismo, pop e rock progressivo coexistem dentro desse interessantíssmo disco. O Foals mostrou ter personalidade e, provavelmente, um futuro promissor.

Por João Vitor Figueira

Disco da Semana: "Hands All Over" - Maroon 5

Falar de romance e de pop rock na atualidade é citar Maroon 5. A banda que vem conquistando fãs no mundo todo desde 2002, no disco “Hands All Over” revolucionou seu modo de fazer canções, mesclando desde groove, até funk e country. De uma maneira mais ousada, quase sensual e sem perder o típico romantismo dos álbuns anteriores, Adam Levine e companhia cativaram o público novamente.

Com os tradicionais temas amorosos e uma pitada de sex appeal, o disco “Hands All Over”, lançado no ano de 2010, representa desde a aceitação até a rejeição do amor, decepções, conquistas inacabadas, o querer estar junto, a paixão iminente e a estupefação do que é descobrir uma traição e o fim de uma relação, tudo isso com uma abordagem musical mais animada.

Em geral, a montagem do disco indica as fases de um relacionamento e, de uma forma mais picante – visto, inclusive, na imagem de capa do álbum -, traz músicas comerciais de refrão memorável, um tanto quanto piegas e uma das especialidades da banda, como “Misery” e “Never Gonna Leave This Bed”, que lembram bastante as faixas do primeiro disco de Maroon 5, “Songs About Jane”. Destacam-se, também, as versões acústicas destas. Podem ser ouvidas, ainda, canções ótimas por completo, cujos instrumentos igualam-se à letra melódica e ao vocal em termos de sonoridade. Por exemplo, “Hands All Over”, que nomeia o disco, e “Get Back in My Life”, são bem mais ousadas que as demais. Entre as mais lentas, há “Curtain Call”, “How” e “Out of goodbyes”, bem romântica, feita em parceria com a banda country Lady Antebellum, que, apesar de boas canções, deixam um pouco a desejar quando se vê o conjunto total do álbum. A bônus-track “Last Chance” e “Give a Little More” são duas dos achados do disco.

Ainda que misture diversos gêneros e gostos musicais, as baladinhas têm tudo para agradar aos fãs de pop romântico e angariar uma legião de ouvintes ainda maior.

Por Vitória Pratini

ETC! Disco da Semana: Paul McCartney - Band On The Run


Sucesso de vendas e alvo de críticas elogiosas entre os anos 1973 e 1974, “Band on the Run” foi o álbum que marcou a carreira de Paul McCartney com a banda Wings, evidenciando que o ex-beatle podia fazer músicas maravilhosas sem a parceria de John Lennon.

Com uma sonoridade sem igual, é um senhor disco, sem clichês.

Como foi elaborado inicialmente, o álbum descreve a viagem de uma banda que quer se libertar e o fará a qualquer oportunidade, sem deixar de lado o sentimentalismo, presente em uma mistura de sons e sensações que só o ouvinte atento pode experimentar.

O apanhado de canções é como uma montanha-russa, com seus altos baixos, que se inicia com a música-título “Band on the Run”, passando por “Jet” e “Mrs.Vandebilt”, cujas intensidades e correria denotam a trajetória de fuga. “Bluebirds” vem para amenizar a situação e mostrar que músicos também amam, de forma que a melodia flui como se os sentimentos fossem pequenos sinos tocando dentro do próprio ser. Uma experiência similar ocorre em “Let me roll it”, na qual a paixão é evidenciada pelas batidas rítmicas de um coração.

O efeito de colagem e releitura das demais faixas que compõem o disco ocorre em “Picasso's Last Words (Drink To Me)” e “Nineteen Hundred And Eight Five”, marcada por agonia, agitação e desejo. A adrenalina de “Helen Wheels”, que não estava na montagem original do disco, traz a tona todo o ideal de “aproveitar a viagem”, sem arrependimentos ou receios. Já “Mamunia”, “No Words” e a faixa-bônus “Country Dreamer” denotam a ingenuidade da paixão, a beleza do platônico, e sua simplicidade do fazer acontecer. Elas fluem de forma natural e melodiosa, contrastando bem com as faixas mais agitadas, em um estilo bem “Beatle”.

O álbum mescla, ainda, agitação e calmaria com tal maestria que, em parte, justifica o fato sermos beatlemaníacos. É indispensável para qualquer fã de sir Paul ouvir “Band on the Run”.

Por Vitória Pratini

ETC! Viradão Cultural 2011

A Riotur promove neste final de semana o Viradão Cultural, que promete agitar a cidade do Rio de Janeiro durante os dias 20, 21 e 22 de maio. O evento acontecerá simultaneamente em quatro palcos, no Arpoador, na Quinta da Boa Vista, em Bangu e em Vigário Geral. Com mais de 50 horas de programação totalmente gratuita, os cariocas terão a oportunidade de conferir shows para diversos gostos e idades. Dentre as prinicipais atrações do festival estão Paralamas do Sucesso, Nx Zero, Fresno, Charlie Brow Jr., Luan Santana, Belo, Dudu Nobre, entre outros.

Programação Completa

PALCO CIRCO NO ARPOADOR

Sexta-feira 20 de maio
14h00 - Oficina de Circo (infanto-juvenil)
16h00 - Fino Coletivo
17h20 - A Cor do Som
18h40 - Orquestra Voadora
20h10 - Orquestra Imperial
21h30 - Biquini Cavadão
Intervalos DJ Lencinho e Esquete Acrobacias Aéreas

Sábado 21 de maio
14h00 - Oficina de Circo (infanto-juvenil)
14h00 - Oficina de Danças Populares
16h00 - Léo Jaime
17h20 - Luis Carlinhos
18h40 - Arnaldo Antunes
20h00 - Céu
21h20 - Inimigos do Rei
Intervalos com DJ Montano e esquete Acrobacias Aéreas

Domingo 22 de maio
13h00 - Oficina de Circo (infanto-juvenil)
13h00 - Oficina Roda de Capoeira
15h00 - DJ MAM
17h00 - Nicolas Krassif
19h50 - Blitz
21h20 - Jorge Vercilo
Intervalos com DJ Zé Roque e esquete de Acrobacias Aéreas

PALCO QUINTA DA BOA VISTA

Sexta-feira 20 de maio
Apresentadora do evento: Fernanda Souza
19h00 - Nem te Conto
20h15 - Jorge e Matheus
22h00 - Bangalafumenga
23h45 – Bom Gosto

Sábado 21 de maio
Apresentador do evento: Eri Johnson
16h00 - Galo Cantô
17h00 – Calçadão Carioca
18h00 – DJ Pretinha
19h15 – Farofa Carioca
19h45 – Velha Guarda da Portela
22h45 – Fernanda Abreu
23h45 – Fresno

Domingo 22 de maio
Apresentador do evento: Otaviano Costa
13h00 – Banda Marcial dos Fuzileiros Navais
14h00 – Bateria Mirim Filhos da Água
15h30 – Simpatia é quase Amor
20h00 – Luan Santana

PALCO ZONA OESTE - BANGU

(Praça das Juras)
Sexta-feira 20 de maio
Apresentador do evento: Humberto Carrão
19h00 – Luka
20h45 – Pique Novo
22h30 – Paralamas do Sucesso
00h15 – Charlie Brown Jr.

Sábado 21 de maio
Apresentadora do evento: Mariana Rios
17h00- Dicró
18h45 – Afroreggae
20h30 – Melanina Carioca
22h15 Scracho
00h15 – NX Zero

Domingo 22 de maio
Apresentadora do evento: Geovanna Tominaga
17h00 – Grupo Disfarce
18h45 – Buchecha
20h30 – Preta Gil
22h15 – Latino
00h15 – Belo

Etcrítica: Faroeste Caboclo

Renato Manfredini Júnior, mais conhecido como Renato Russo, morreu em 1996 deixando milhões de fãs órfãos de seu talento musical. De fato, a mais de dez anos perdíamos um grande artista que soube traduzir sabiamente o espírito da juventude questionadora, principalmente da década de 80, com todos os seus anseios inclusive políticos. Há quem diga que ele ainda vive. Se antes ele estava presente nas fitas cassetes e vinis, hoje sua música toca ainda em mp3, e ipod’s.

Qual aspirante a diretor de cinema nunca pensou: “Essa música daria um bom filme!”. Pois é, parece que o diretor René Sampaio vai realizar essa façanha, o Ectcrítica de hoje vai falar sobre Faroeste Caboclo – O Filme. Isso mesmo, finalmente a música composta em 1979, e lançada em 1987, vai virar filme. A letra, que foi roteirizada por Paulo Lins (autor do livro Cidade de Deus) e Marcos Bernstein, conta a história de João de Santo Cristo, que sai do interior para tentar a sorte em Brasília. Lá, Santo Cristo se envolve com tráfico, se apaixona por Maria Lúcia, e trava uma perigosa disputa com um outro bandido chamado Jeremias. A trajetória obscura do personagem faz sucesso até hoje, pois além da vida de Santo Cristo a canção também denuncia a violência, o preconceito e o descaso do governo com a população.
Com o elenco principal definido, o longa está em fase de produção pela Gávea Filmes em parceria com a Globo Filmes e será todo rodado em Brasília cenário principal da história. O papel principal, de Santo Cristo, ficou com o ator Fabrício Boliveira, que já atuou em 400 contra 1. Ísis Valverde será Maria Lúcia, e Felipe Abib, de 180°, será o sanguinário Jeremias.

Já deixando curiosos os fãs de Renato e Legião Urbana, o filme está previsto para estrear em 2012. Mas para quem quer matar um pouco da curiosidade é só entrar em seu site oficial (www.faroestecaboclo.com.br) que está oferecendo um concurso para quem quiser participar de um dia de filmagem. Outro filme que está sendo rodado também é: Somos tão Jovens, que contará a história de vida do cantor, papel que será de Thiago Mendonça, que já fez o cantor Luciano nas telonas em 2 Filhos de Francisco. Bom agora é aguardar ansiosamente até a estreia!

Mariana Aimée.

ETC! Disco da Semana: The Strokes - Angles


Em 2001 o The Strokes surpreendeu o então estagnado mundo da música com o disco Is This It, que deu a banda o status de salvação do Rock. Uma década depois, o quinteto novaiorquino tenta provar que ainda tem gás para se reinventar.

O álbum Angles, lançado em março deste ano, dividiu a opinião da crítica e dos fãs. Grande parte do público esperava ver Julian Casablancas e cia. repetindo as fórmulas que deram certo em Room On Fire e temia que o disco fosse tão preguiçoso quanto seu predecessor.

Mas qualquer fã da banda que dedicar a esse novo trabalho uma audição livre de grandes expectativas conseguirá perceber que se trata de um álbum acima da média. Todas as características que consagraram o Strokes estão lá, como os riffs bem trabalhados, as linhas simples de bateria e o vocal cheio de efeitos de Casablancas. Só que o grupo ousou arriscar para não acabar no “mais do mesmo”.

Repleto de referências oitentistas, teclados de New Wave e influências das carreiras solos de alguns dos integrantes, Angles marca a primeira mudança significativa na sonoridade do quinteto, o que é algo positivo.

A canção Under Cover Of Darkness, primeiro single do cd, traz o Strokes clássico, que estamos acostumados o ouvir. Em Two Kinds Of Happiness somos apresentados a sintetizadores que nos remetem a décadas passadas . Já em Gratisfaction, o clima festivo e os coros eufóricos chegam a lembrar Queen. O ponto alto do disco é a faixa Life Is Simple In The Moonlight, onde temos a dose certa de psicodelia e melancolia para fechar bem o disco.

Em Angles, o Strokes deu início a novas experimentações que podem não agradar ouvintes mais conservadores. Claro que, em alguns momentos, o disco parece um tanto confuso, mas a banda fez o que PRECISAVA fazer. Afinal, nada como renovar suas influências para não correr o risco de se repetir para sempre.

Por João Vitor Figueira

Etcrítica: A Garota da Capa Vermelha


“Era uma vez, uma bela menininha que vivia em um povoado muito distante. Esta menina gostava muito de sua avó e resolveu um dia levar alguns docinhos para ela comerem juntas...”

E assim começa uma das histórias mais conhecidas mundialmente, uma história milenar passada de geração em geração para ninar crianças de todo o mundo. Mas essa ela não termina por aqui, ainda tem a parte do lobo que quer comer a linda menininha. No Etcrítica de hoje vamos falar do filme de Catherine Hardwicke, A Garota da Capa Vermelha. Que já em português, deixa brecha para sabermos que não se trata apenas de um conto de fadas.

A mesma diretora da Saga Crepúsculo comandou este thriller, dando a ingênua garotinha dos contos um perfil mais corajoso e esperto. Amanda Seyfried é Valerie, a garota da capa, que prestes a se casar com um rapaz que ela não ama, tenta armar um plano de fuga com seu amor de criança, mas é impedida pela obsessão de um lobisomem que vem matando as pessoas de seu povoado.

O filme, que tenta levar o tom de suspense até o final, confunde o espectador que tenta descobrir antes do tempo quem seria o lobo. De fato é mostrada uma interpretação nova do conto, uma versão para adultos (ou melhor... adolescentes), já que a promessa de sensualidade, traição, mortes e tudo mais que dá tempero a uma história, não é bem explorada ou aprofundada.

O filme que conta com a participação de Gary Oldman, também traz o principiante Max Irons, filho do consagrado Jeremy Irons, que fica na média quanto a sua atuação, mas que tem tudo para se tornar mais um queridinho de Hollywood.

É parece que essa fórmula sombria, mas nem tanto, que vem se repetindo nos cinemas deu certo mesmo apenas para o Crepúsculo e todos os seus filmes, já que A Garota da Capa Vermelha está fora dos destaques das bilheterias americanas.


Mariana Aimée.

ETC! - ETCrítica – O Fenômeno Harry Potter


A espera está chegando ao fim. A tensão aumenta e a ansiedade também. Os fãs estão receosos e a pergunta que não quer calar é: O que faremos depois?

A saga do menino-que-sobreviveu será concluída este ano, em 15 de julho, com o lançamento do filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2”. Baseado no livro de mesmo nome, o filme narrará a batalha final entre Harry e Voldemort, e definirá o destino das personagens. Antes disso, porém, o herói tem a missão de destruir as horcruxes remanescentes, fragmentos de alma de seu inimigo. O longa será sombrio, melancólico, tocante e muito movimentado. Marcará o fim. O que virá depois é inesperado. Será épico? Para alguns, talvez. Para outros, somente mais um blockbuster que encerra suas atividades antes que a qualidade decaia.

Ainda assim, para aqueles que realmente acompanharam a evolução das personagens, do enredo em si e de todos os aspectos da produção cinematográfica, o final fará toda a diferença. Se os ânimos foram acalmados com o lançamento do DVD da primeira parte, a disponibilização do trailer oficial do longa na última quarta-feira, aumentou a expectativa dos fãs para o que está por vir, bem como o receio. Será que vai ser tudo aquilo o que imaginamos? De alguma forma nos decepcionaremos? O fim, tão esperado e tão temido, ainda nos fará compartilhar risos e lágrimas com amigos que fizemos por acaso, por conseqüência do destino, ou, melhor dizendo, pela influência da saga potteriana.

E pensar que em 1997 chegava às livrarias brasileiras o primeiro livro da série, tão mágico e inocente, mostrando personagens carismáticos e um mundo no qual todos nós gostaríamos de imergir. Como em um momento de nostalgia, diremos que na época tudo era mais simples, tínhamos mais tempo para ler e que o bruxinho nos ajudou em nossa formação pessoal. Verdade ou não, passados 14 anos e sete livros depois, as personagens cresceram, amadureceram e ganharam maiores responsabilidades. Bem como seus fãs, influenciados pela personalidade marcante de Harry, Ron, Hermione e tantos outros, conhecidos desde que Hogwarts foi vista pela primeira vez, nas páginas ou nas telonas.

O carisma e a afeição adquiridos entre expectadores e personagens, nos cinemas, pelo menos, não seria possível sem os atores que os interpretam – uns com mais maestria que outros, como os grandes Alan Rickman, Gary Oldman, Michael Gambon, o falecido sir. Richard Harris,entre outros; sem contar os jovens principais Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint que cresceram em frente às telas e certamente ficarão marcados pelos papéis dos bruxinhos. Não adianta mudar o cabelo, o figurino ou aparecer nu no teatro! Eles sempre serão os amados Harry, Ron e Hermione.

Após acompanhar os sete anos destes, os fissurados pela saga sentem um aperto no coração: como se desvencilhar de algo que os acompanhou por tanto tempo? Não haverá mais estréias, filas para enfrentar ou livros para ler. E agora?

Por Vitória Pratini

ETC! Clube do Livro


O filme de animação “Rio”, recém-lançado, conta a história de Blu, uma arara-azul domesticada que mora em Minnesota, nos Estados Unidos, e volta às suas origens brasileiras ao descobrir que não é a última de sua espécie. Chegando ao Rio, acompanhado de sua dona, americana, que não está nada entusiasmada em visitar a cidade maravilhosa , Blu encontra contrabandistas de aves e a fêmea de sua espécie, Jade. Uma ararinha cuja personalidade não será facilmente “conquistada”.

Dirigido por Carlos Saldanha, brasileiro e também diretor da franquia “A Era do Gelo”, o filme retrata de forma verossímil as paisagens cariocas e os cartões-postais da cidade. Desde a praia de Copacabana, o Pão de Açúcar, até o carnaval, as partidas de futebol e as ruas movimentadas, “RIO” mostra tudo o que os cariocas são: entusiasmados, felizes, praieiros e com uma pitada de mau-humor matinal. Ainda que a retratação tenha sido feita de forma idealizada, como uma bela homenagem à cidade, já que o filme foi produzido por e para gringos e dirigido por alguém que saiu do Brasil há 20 anos, como fez Saldanha, o longa flui naturalmente. É uma ótima publicidade para o Brasil, além de explorar assuntos delicados, que incluem o contrabando de animais silves­tres, maus tratos e família.

A equipe de dublagens tanto na versão americana quanto na brasileira coroa a edição final, dando vida e personalidade aos humanos e às aves. Inclusive, as gírias cariocas sublinham o jeito malandro das personagens, bem como sua paixão pelo samba no pé – ou nas asas.

“RIO” é, também, uma produção bem musical, trazendo em sua trilha sonora a influência do mestre Sérgio Mendes, que apresenta melodias bem cariocas e que “esquentam a até 40 graus” como diz uma das músicas, deixando o expectador com uma imensa vontade de sair sambando por aí. O repertório traz uma mistura de inglês com português e inclui a tradicional “Mas que nada” de Jorge Ben Jor, algumas músicas de Carlinhos Brown e a presença de Will.I.Am como dublador e cantor.

Se você ainda não conhece a cidade maravilhosa, depois de assistir “RIO”, certamente vai querer fazê-lo.

Por Vitória Pratini



“Triste é viver só de solidão”. É com esse verso que Marcelo Camelo abre o disco “Toque Dela”, indicando que em seu novo trabalho, deixará um pouco de lado a tristeza, mas sem perder o lirismo que o acompanhou por toda sua carreira.

Em 10 faixas, o disco marca o retorno de Camelo ao pop cristalino que o consagrou nos tempos de Los Hermanos. Com arranjos e letras mais alegres, é difícil não imaginar que o “toque” presente no título do disco não se refira a sua paixão por sua namorada e musa inspiradora Mallu Magalhães. Camelo, que sempre foi um grande letrista, apresenta composições confessionais e pautadas pelo sincero romantismo de um compositor que aparentemente encontrou alguém que procurava há muito tempo.

No disco Sou (2008) o carioca mostrou uma forte vontade de parecer experimental e se desvencilhar da sonoridade que desenvolveu com Los Hermanos. Em Toque Dela, podemos perceber uma sonoridade mais densa e complexa, marcada por violões, instrumentos de sopro, arranjos de cordas e tantas outras nuances sonoras. Muito disso se deve a participação banda paulista de post-rock Hurtmold e do músico Marcelo Jeneci.

Dentre as melhores faixas do disco estão a festiva balada indie folk “Ôô”, a canção suave, porém poderosa Três Dias e a romântica “Vermelho

O Marcelo Camelo de 2011 se mostrou revigorado e mais uma vez provou que tem capacidade artística suficiente para se permitir explorar novos horizontes. “Toque Dela” vem sido bem recebido pelos fãs e até quem não é o maior admirador de sua obra consegue reconhecer a originalidade de seu trabalho.

Por João Vitor Figueira

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