Em 1991 grandes expectativas
cercavam o álbum Achtung Baby, do U2 antes de seu lançamento. Já era possível
dizer que, até aquele momento, Bono Vox e cia desfrutavam do sucesso comercial
e aclamação da crítica alcançada em seus
trabalhos anteriores como The Joshua
Tree (1987). Então o que faltava ao U2? Faltava romper com tudo que já tinha
sido feito antes. Botaram a árvore de Josué abaixo, numa tentativa bem sucedida
de se reafirmar como banda, o que consolidou seu sucesso em escala global. A
ousadia foi recompensada e Achtung Baby entrou para história.Contrastando com a tranqüila Paradise surge a explosiva Charlie Brown, 4ª faixa do cd. A canção é um hino instantâneo, mais uma feita para as grandes arenas. Escrita após Chris Martin voltar de um show de Bruce Springsteen, tem referências claras a Dancing In The Dark, do cantor americano.
Após isso vem a calma e intimista Us Against The World, a música com os versos mais profundos de todo o disco. A bela balada folk fala sobre o sentimento de invencibilidade que se tem quando se ama alguém. A canção é bem crua e direta. Destaque para o refrão, onde Chris Martin divide os vocais com o baterista Will Champion.
Urgente e soturna, Major Minus faz um contraponto a alegria de Every Teardrop.... A letra parece escrita por George Orwell, pois lembra o roteiro do livro 1984. Nela os personagens estão em fuga e percebem que estão sendo observados a todo instante. A faixa tem o melhor solo de guitarra da história do Coldplay. The Edge se sentiria orgulhoso (ou plagiado).
Neste ousado registro, com
início, meio e fim, o Coldplay entregou um álbum de verdade, com canções que se
interligam e se completam. Nota: 7,5
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| Foals |

Falar de romance e de pop rock na atualidade é citar Maroon 5. A banda que vem conquistando fãs no mundo todo desde 2002, no disco “Hands All Over” revolucionou seu modo de fazer canções, mesclando desde groove, até funk e country. De uma maneira mais ousada, quase sensual e sem perder o típico romantismo dos álbuns anteriores, Adam Levine e companhia cativaram o público novamente.
Com os tradicionais temas amorosos e uma pitada de sex appeal, o disco “Hands All Over”, lançado no ano de 2010, representa desde a aceitação até a rejeição do amor, decepções, conquistas inacabadas, o querer estar junto, a paixão iminente e a estupefação do que é descobrir uma traição e o fim de uma relação, tudo isso com uma abordagem musical mais animada.
Ainda que misture diversos gêneros e gostos musicais, as baladinhas têm tudo para agradar aos fãs de pop romântico e angariar uma legião de ouvintes ainda maior.
Por Vitória Pratini

Sucesso de vendas e alvo de críticas elogiosas entre os anos 1973 e 1974, “Band on the Run” foi o álbum que marcou a carreira de Paul McCartney com a banda Wings, evidenciando que o ex-beatle podia fazer músicas maravilhosas sem a parceria de John Lennon.
Com uma sonoridade sem igual, é um senhor disco, sem clichês.
Como foi elaborado inicialmente, o álbum descreve a viagem de uma banda que quer se libertar e o fará a qualquer oportunidade, sem deixar de lado o sentimentalismo, presente em uma mistura de sons e sensações que só o ouvinte atento pode experimentar.
O apanhado de canções é como uma montanha-russa, com seus altos baixos, que se inicia com a música-título “Band on the Run”, passando por “Jet” e “Mrs.Vandebilt”, cujas intensidades e correria denotam a trajetória de fuga. “Bluebirds” vem para amenizar a situação e mostrar que músicos também amam, de forma que a melodia flui como se os sentimentos fossem pequenos sinos tocando dentro do próprio ser. Uma experiência similar ocorre em “Let me roll it”, na qual a paixão é evidenciada pelas batidas rítmicas de um coração.
O efeito de colagem e releitura das demais faixas que compõem o disco ocorre em “Picasso's Last Words (Drink To Me)” e “Nineteen Hundred And Eight Five”, marcada por agonia, agitação e desejo. A adrenalina de “Helen Wheels”, que não estava na montagem original do disco, traz a tona todo o ideal de “aproveitar a viagem”, sem arrependimentos ou receios. Já “Mamunia”, “No Words” e a faixa-bônus “Country Dreamer” denotam a ingenuidade da paixão, a beleza do platônico, e sua simplicidade do fazer acontecer. Elas fluem de forma natural e melodiosa, contrastando bem com as faixas mais agitadas, em um estilo bem “Beatle”.
O álbum mescla, ainda, agitação e calmaria com tal maestria que, em parte, justifica o fato sermos beatlemaníacos. É indispensável para qualquer fã de sir Paul ouvir “Band on the Run”.
Por Vitória Pratini
A Riotur promove neste final de semana o Viradão Cultural, que promete agitar a cidade do Rio de Janeiro durante os dias 20, 21 e 22 de maio. O evento acontecerá simultaneamente em quatro palcos, no Arpoador, na Quinta da Boa Vista, em Bangu e em Vigário Geral. Com mais de 50 horas de programação totalmente gratuita, os cariocas terão a oportunidade de conferir shows para diversos gostos e idades. Dentre as prinicipais atrações do festival estão Paralamas do Sucesso, Nx Zero, Fresno, Charlie Brow Jr., Luan Santana, Belo, Dudu Nobre, entre outros.
Programação Completa
PALCO CIRCO NO ARPOADOR
Sexta-feira 20 de maio
14h00 - Oficina de Circo (infanto-juvenil)
16h00 - Fino Coletivo
17h20 - A Cor do Som
18h40 - Orquestra Voadora
20h10 - Orquestra Imperial
21h30 - Biquini Cavadão
Intervalos DJ Lencinho e Esquete Acrobacias Aéreas
Sábado 21 de maio
14h00 - Oficina de Circo (infanto-juvenil)
14h00 - Oficina de Danças Populares
16h00 - Léo Jaime
17h20 - Luis Carlinhos
18h40 - Arnaldo Antunes
20h00 - Céu
21h20 - Inimigos do Rei
Intervalos com DJ Montano e esquete Acrobacias Aéreas
Domingo 22 de maio
13h00 - Oficina de Circo (infanto-juvenil)
13h00 - Oficina Roda de Capoeira
15h00 - DJ MAM
17h00 - Nicolas Krassif
19h50 - Blitz
21h20 - Jorge Vercilo
Intervalos com DJ Zé Roque e esquete de Acrobacias Aéreas
PALCO QUINTA DA BOA VISTA
Sexta-feira 20 de maio
Apresentadora do evento: Fernanda Souza
19h00 - Nem te Conto
20h15 - Jorge e Matheus
22h00 - Bangalafumenga
23h45 – Bom Gosto
Sábado 21 de maio
Apresentador do evento: Eri Johnson
16h00 - Galo Cantô
17h00 – Calçadão Carioca
18h00 – DJ Pretinha
19h15 – Farofa Carioca
19h45 – Velha Guarda da Portela
22h45 – Fernanda Abreu
23h45 – Fresno
Domingo 22 de maio
Apresentador do evento: Otaviano Costa
13h00 – Banda Marcial dos Fuzileiros Navais
14h00 – Bateria Mirim Filhos da Água
15h30 – Simpatia é quase Amor
20h00 – Luan Santana
PALCO ZONA OESTE - BANGU
(Praça das Juras)
Sexta-feira 20 de maio
Apresentador do evento: Humberto Carrão
19h00 – Luka
20h45 – Pique Novo
22h30 – Paralamas do Sucesso
00h15 – Charlie Brown Jr.
Sábado 21 de maio
Apresentadora do evento: Mariana Rios
17h00- Dicró
18h45 – Afroreggae
20h30 – Melanina Carioca
22h15 Scracho
00h15 – NX Zero
Domingo 22 de maio
Apresentadora do evento: Geovanna Tominaga
17h00 – Grupo Disfarce
18h45 – Buchecha
20h30 – Preta Gil
22h15 – Latino
00h15 – Belo


Em 2001 o The Strokes surpreendeu o então estagnado mundo da música com o disco Is This It, que deu a banda o status de salvação do Rock. Uma década depois, o quinteto novaiorquino tenta provar que ainda tem gás para se reinventar.
O álbum Angles, lançado em março deste ano, dividiu a opinião da crítica e dos fãs. Grande parte do público esperava ver Julian Casablancas e cia. repetindo as fórmulas que deram certo em Room On Fire e temia que o disco fosse tão preguiçoso quanto seu predecessor.
Mas qualquer fã da banda que dedicar a esse novo trabalho uma audição livre de grandes expectativas conseguirá perceber que se trata de um álbum acima da média. Todas as características que consagraram o Strokes estão lá, como os riffs bem trabalhados, as linhas simples de bateria e o vocal cheio de efeitos de Casablancas. Só que o grupo ousou arriscar para não acabar no “mais do mesmo”.
Repleto de referências oitentistas, teclados de New Wave e influências das carreiras solos de alguns dos integrantes, Angles marca a primeira mudança significativa na sonoridade do quinteto, o que é algo positivo.
A canção Under Cover Of Darkness, primeiro single do cd, traz o Strokes clássico, que estamos acostumados o ouvir. Em Two Kinds Of Happiness somos apresentados a sintetizadores que nos remetem a décadas passadas . Já em Gratisfaction, o clima festivo e os coros eufóricos chegam a lembrar Queen. O ponto alto do disco é a faixa Life Is Simple In The Moonlight, onde temos a dose certa de psicodelia e melancolia para fechar bem o disco.
Em Angles, o Strokes deu início a novas experimentações que podem não agradar ouvintes mais conservadores. Claro que, em alguns momentos, o disco parece um tanto confuso, mas a banda fez o que PRECISAVA fazer. Afinal, nada como renovar suas influências para não correr o risco de se repetir para sempre.
Por João Vitor Figueira

“Era uma vez, uma bela menininha que vivia em um povoado muito distante. Esta menina gostava muito de sua avó e resolveu um dia levar alguns docinhos para ela comerem juntas...”
E assim começa uma das histórias mais conhecidas mundialmente, uma história milenar passada de geração em geração para ninar crianças de todo o mundo. Mas essa ela não termina por aqui, ainda tem a parte do lobo que quer comer a linda menininha. No Etcrítica de hoje vamos falar do filme de Catherine Hardwicke, A Garota da Capa Vermelha. Que já em português, deixa brecha para sabermos que não se trata apenas de um conto de fadas.
A mesma diretora da Saga Crepúsculo comandou este thriller, dando a ingênua garotinha dos contos um perfil mais corajoso e esperto. Amanda Seyfried é Valerie, a garota da capa, que prestes a se casar com um rapaz que ela não ama, tenta armar um plano de fuga com seu amor de criança, mas é impedida pela obsessão de um lobisomem que vem matando as pessoas de seu povoado.
O filme, que tenta levar o tom de suspense até o final, confunde o espectador que tenta descobrir antes do tempo quem seria o lobo. De fato é mostrada uma interpretação nova do conto, uma versão para adultos (ou melhor... adolescentes), já que a promessa de sensualidade, traição, mortes e tudo mais que dá tempero a uma história, não é bem explorada ou aprofundada.
O filme que conta com a participação de Gary Oldman, também traz o principiante Max Irons, filho do consagrado Jeremy Irons, que fica na média quanto a sua atuação, mas que tem tudo para se tornar mais um queridinho de Hollywood.
É parece que essa fórmula sombria, mas nem tanto, que vem se repetindo nos cinemas deu certo mesmo apenas para o Crepúsculo e todos os seus filmes, já que A Garota da Capa Vermelha está fora dos destaques das bilheterias americanas.
Mariana Aimée.

A espera está chegando ao fim. A tensão aumenta e a ansiedade também. Os fãs estão receosos e a pergunta que não quer calar é: O que faremos depois?
A saga do menino-que-sobreviveu será concluída este ano, em 15 de julho, com o lançamento do filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2”. Baseado no livro de mesmo nome, o filme narrará a batalha final entre Harry e Voldemort, e definirá o destino das personagens. Antes disso, porém, o herói tem a missão de destruir as horcruxes remanescentes, fragmentos de alma de seu inimigo. O longa será sombrio, melancólico, tocante e muito movimentado. Marcará o fim. O que virá depois é inesperado. Será épico? Para alguns, talvez. Para outros, somente mais um blockbuster que encerra suas atividades antes que a qualidade decaia.
Ainda assim, para aqueles que realmente acompanharam a evolução das personagens, do enredo em si e de todos os aspectos da produção cinematográfica, o final fará toda a diferença. Se os ânimos foram acalmados com o lançamento do DVD da primeira parte, a disponibilização do trailer oficial do longa na última quarta-feira, aumentou a expectativa dos fãs para o que está por vir, bem como o receio. Será que vai ser tudo aquilo o que imaginamos? De alguma forma nos decepcionaremos? O fim, tão esperado e tão temido, ainda nos fará compartilhar risos e lágrimas com amigos que fizemos por acaso, por conseqüência do destino, ou, melhor dizendo, pela influência da saga potteriana.
E pensar que em 1997 chegava às livrarias brasileiras o primeiro livro da série, tão mágico e inocente, mostrando personagens carismáticos e um mundo no qual todos nós gostaríamos de imergir. Como em um momento de nostalgia, diremos que na época tudo era mais simples, tínhamos mais tempo para ler e que o bruxinho nos ajudou em nossa formação pessoal. Verdade ou não, passados 14 anos e sete livros depois, as personagens cresceram, amadureceram e ganharam maiores responsabilidades. Bem como seus fãs, influenciados pela personalidade marcante de Harry, Ron, Hermione e tantos outros, conhecidos desde que Hogwarts foi vista pela primeira vez, nas páginas ou nas telonas.
O carisma e a afeição adquiridos entre expectadores e personagens, nos cinemas, pelo menos, não seria possível sem os atores que os interpretam – uns com mais maestria que outros, como os grandes Alan Rickman, Gary Oldman, Michael Gambon, o falecido sir. Richard Harris,entre outros; sem contar os jovens principais Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint que cresceram em frente às telas e certamente ficarão marcados pelos papéis dos bruxinhos. Não adianta mudar o cabelo, o figurino ou aparecer nu no teatro! Eles sempre serão os amados Harry, Ron e Hermione.
Após acompanhar os sete anos destes, os fissurados pela saga sentem um aperto no coração: como se desvencilhar de algo que os acompanhou por tanto tempo? Não haverá mais estréias, filas para enfrentar ou livros para ler. E agora?
Por Vitória Pratini

O filme de animação “Rio”, recém-lançado, conta a história de Blu, uma arara-azul domesticada que mora em Minnesota, nos Estados Unidos, e volta às suas origens brasileiras ao descobrir que não é a última de sua espécie. Chegando ao Rio, acompanhado de sua dona, americana, que não está nada entusiasmada em visitar a cidade maravilhosa , Blu encontra contrabandistas de aves e a fêmea de sua espécie, Jade. Uma ararinha cuja personalidade não será facilmente “conquistada”.
Dirigido por Carlos Saldanha, brasileiro e também diretor da franquia “A Era do Gelo”, o filme retrata de forma verossímil as paisagens cariocas e os cartões-postais da cidade. Desde a praia de Copacabana, o Pão de Açúcar, até o carnaval, as partidas de futebol e as ruas movimentadas, “RIO” mostra tudo o que os cariocas são: entusiasmados, felizes, praieiros e com uma pitada de mau-humor matinal. Ainda que a retratação tenha sido feita de forma idealizada, como uma bela homenagem à cidade, já que o filme foi produzido por e para gringos e dirigido por alguém que saiu do Brasil há 20 anos, como fez Saldanha, o longa flui naturalmente. É uma ótima publicidade para o Brasil, além de explorar assuntos delicados, que incluem o contrabando de animais silvestres, maus tratos e família.
A equipe de dublagens tanto na versão americana quanto na brasileira coroa a edição final, dando vida e personalidade aos humanos e às aves. Inclusive, as gírias cariocas sublinham o jeito malandro das personagens, bem como sua paixão pelo samba no pé – ou nas asas.
“RIO” é, também, uma produção bem musical, trazendo em sua trilha sonora a influência do mestre Sérgio Mendes, que apresenta melodias bem cariocas e que “esquentam a até 40 graus” como diz uma das músicas, deixando o expectador com uma imensa vontade de sair sambando por aí. O repertório traz uma mistura de inglês com português e inclui a tradicional “Mas que nada” de Jorge Ben Jor, algumas músicas de Carlinhos Brown e a presença de Will.I.Am como dublador e cantor.
Se você ainda não conhece a cidade maravilhosa, depois de assistir “RIO”, certamente vai querer fazê-lo.
Por Vitória Pratini

“Triste é viver só de solidão”. É com esse verso que Marcelo Camelo abre o disco “Toque Dela”, indicando que em seu novo trabalho, deixará um pouco de lado a tristeza, mas sem perder o lirismo que o acompanhou por toda sua carreira.
Em 10 faixas, o disco marca o retorno de Camelo ao pop cristalino que o consagrou nos tempos de Los Hermanos. Com arranjos e letras mais alegres, é difícil não imaginar que o “toque” presente no título do disco não se refira a sua paixão por sua namorada e musa inspiradora Mallu Magalhães. Camelo, que sempre foi um grande letrista, apresenta composições confessionais e pautadas pelo sincero romantismo de um compositor que aparentemente encontrou alguém que procurava há muito tempo.
No disco Sou (2008) o carioca mostrou uma forte vontade de parecer experimental e se desvencilhar da sonoridade que desenvolveu com Los Hermanos. Em Toque Dela, podemos perceber uma sonoridade mais densa e complexa, marcada por violões, instrumentos de sopro, arranjos de cordas e tantas outras nuances sonoras. Muito disso se deve a participação banda paulista de post-rock Hurtmold e do músico Marcelo Jeneci.
Dentre as melhores faixas do disco estão a festiva balada indie folk “Ôô”, a canção suave, porém poderosa Três Dias e a romântica “Vermelho
O Marcelo Camelo de 2011 se mostrou revigorado e mais uma vez provou que tem capacidade artística suficiente para se permitir explorar novos horizontes. “Toque Dela” vem sido bem recebido pelos fãs e até quem não é o maior admirador de sua obra consegue reconhecer a originalidade de seu trabalho.
Por João Vitor Figueira
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