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Os Vingadores chegaram!



  Os Vingadores, filme que reúne a já famosa Liga de super-heróis dos quadrinhos, estreiou nessa sexta nos cinemas de todo o mundo.  Dirigido por Joss Wheldon, o filme teve como principal desafio conseguir reunir com competência e equilíbrio os heróis que já fizeram sucesso em seus respectivos filmes de carreira solo, mas é nessa união um tanto quanto perigosa que  ele demonstra  todo o seu potencial. 

  O filme consegue, durante a trama, unir e interligar a história dos heróis ao mesmo tempo em que continua respeitando a individualidade e o ego de cada um deles e, assim, consegue se aproximar e muito de uma das principais características dos quadrinhos, essa união de universos distintos que cria uma história ao mesmo tempo rica e grandiosa. Percebe-se isso durante todo o filme, seja no Vilão Loki, apresentado primeiramente no filme Thor, ou no Terrafact – o principal objeto da trama-, que vem do filme Capitão América, de 2011.  Outras informações que não são cruciais para o entendimento do filme, mas que ajudam a entender o tamanho desse novo universo, também já foram propostas desde 2008, com o primeiro filme do Homem de Ferro.

A principal qualidade do roteiro é, exatamente, conseguir ligar todos esses diversos pontos da trama de forma simples e coesa. Cada personagem tem um grande peso na história, seja a estrela de dois filmes, o Homem de Ferro ou o Gavião Arqueiro, que é pouco conhecido fora do universo Geek e não estrelou nenhum filme. As atuações também ajudaram, e muito, a criar uma atmosfera envolvente, destacando o humor sagaz de Robert Downey Jr. e a grande atuação de Mark Ruffalo que assumiu o papel do Hulk após a saída de Edward Norton.

“Os Vingadores” coroa o processo de renascimento do cinema de super heróis Marvel, idealizado por Kevin Feige, que desde 2008, com Homem de Ferro, produz os filmes dos heróis de forma independente nos Studios Marvel.  Tudo isso para poder criar uma experiência que agradasse aos fãs e fosse muito mais próxima das histórias de quadrinhos.  Esse esforço, se já não havia sido recompensado, agora com certeza foi. Os Vingadores é um filme maduro e cheio de humor, é um blockbuster sem mania de grandeza e possivelmente o melhor filme de heróis já feito até hoje.


                                                                       Por Victor Vicente





ETCrítica! - Protegendo o Inimigo


Nada é o que parece e ninguém está seguro. Tenha isso em mente quando for ao cinema, pois o filme “Protegendo o Inimigo” é, no mínimo, eletrizante e imprevisível.
Para quem gosta de ação, reviravoltas, conflitos internacionais, e não se importa em levar alguns sustos na cadeira, esse é o longa ideal.
O elenco tem uma dinâmica interessante, pois traz o já veterano de filmes de ação, Denzel Washington, e um dos novos queridinhos da América, Ryan Reynolds, cuja popularidade está crescendo vertiginosamente desde que interpretou o Lanterna Verde nas telonas.
O excesso de ação não impediu o desenvolvimento emocional dos personagens principais. Washington, ex-agente perseguido por seus iguais, mexe com o psicológico dos demais que atuam no enredo, como, por exemplo, Reynolds, um jovem agente da CIA que enquanto espera ser promovido, cuida de um Abrigo, local próprio para interrogar prisioneiros inimigos. Daí vem o nome do filme em inglês, “Safe House”. É nele que Frost, personagem de Washington, é preso. Até que ambos devem fugir juntos após estarem sob ataque.
Ambientado na África do Sul, “Protegendo o Inimigo”, que estréia hoje nas telonas, como a tradução do título do filme mesmo diz, tem como ápice do enredo quando, por ironia do destino, os inimigos – Washington e Reynolds - acabam tendo que se proteger.
Mais do que tiroteios, insinuações de tortura, corrupção dentro das agencias de investigação americanas, o filme nos faz repensar a confiança e se devemos acreditar em tudo que nos é dito, mostrando uma imprevisibilidade previsível que faz você não desgrudar a atenção da tela!

Por Vitória Pratini


ETCrítica "O Palhaço": Será que ele vai te fazer rir?

Uma comédia com traços de drama ou um drama com traços de comédia? Essa pergunta fica suspensa no ar ao assistir o longa "O Palhaço", segundo filme de Selton Mello como diretor, além de ator, produtor e roteirista.
O longa conta a história de Pangaré, um palhaço que sofre de uma crise existencial, pois não se acha mais capaz de fazer os outros rirem. Ele vive os dilemas dessa crise ao lado de seu pai, o também palhaço Puro-Sangue, vivido por Paulo José. Esse ator, inclusive, se mostra mais uma vez como um dos grandes nomes da interepretação nacional, pois rouba a cena todas as vezes que aparece, de forma tão espontânea, na trama.
Já a multiplicidade de tarefas exercida por Selton Mello, fez com que ele resbalasse em alguns momentos, principalmente no que parecia ser, para ele, a função mais confortável: a atuação. Por vezes mostrando-se muito caricatural e talvez bobo demais, o personagem é capaz de convencer o público, mas não chega a cativá-lo tanto quanto deveria.
Em contrapartida, o humor presente no longa é de bom-gosto e possui uma sutileza não muito comum nas produções brasileiras. Com diálogos criativos somados ao carisma de personagens como o Delegado Justo e o mecânico, o filme consegue deixar de ser só mais uma das muitas histórias sobre palhaços tristes.
Algumas boas sacadas, no entanto, merecem ser observadas com mais atenção. O ventilador, objeto de perseguição do palhaço durante todo o filme, caracteriza os bens materiais aos quais Pangaré era privado, devido à profissão artística e que fariam com que sua vida fosse mais amena. Já a crise de identidade do protagonista, apresentada sentimental e literalmente , faz com que a posse RG significasse um grande passo que o ajudaria a reconhecer a si próprio como pessoa e profissional.
Fora isso, o figurino de Kika Lopes, a Direção de Arte de Cláudio Amaral Peixoto e a Direção de Fotografia de Adrian Teijido contribuiram e muito para que o filme obtivesse uma estética sofisticada e agradável de ser vista, o que é comprovado pelos mais de um milhão de expectadores.
O Palhaço pode não ser o filme mais marcante de sua vida, mas sem dúvidas é capaz de proporcionar um bom momento, tanto para quem assiste, quanto para o cinema nacional.

 Por: Flor Castilhos




A Pele que Habito: crítica


Terror, suspense, comédia, drama, ficção científica. Pode-se dizer que Almodóvar pegou um pouco de cada estilo, fez uma mistura e assim surgiu o filme A Pele que Habito. Em uma trama repleta de enigmas que vão se desvendando com o passar da história, um simples objeto como uma lâmina de barbear ou um batom pode dizer muita coisa. São simbolismos desse roteiro subjetivo que mostram os extremos dos polos masculino e feminino e também onde eles se cruzam.

 Um dos personagens principais, interpretado por Antonio Banderas, carrega um grande drama familiar, marcado pela morte de sua esposa em um incêndio e pelos problemas psicológicos de sua filha que acabaram levando-a a morte. Ainda em paralelo a isso, ele é questionado sobre a transgênese que realiza ao misturar o DNA humano com o suíno. Tudo isso em busca de seu maior objetivo: a pele perfeita. Pele que poderia ter salvo sua mulher. Pele que poderá livrar a humanidade de doenças. Pele que pode camuflar uma personalidade. E é justamente nesse ponto, que Almodóvar mais toca. Até que ponto mudanças físicas podem atropelar nossa essência e modificar aquilo que temos de mais profundo?

 É uma angústia do início ao fim. Um tipo de terror silencioso, sem gritos e grandes sustos, mas com surpresas sutis que não deixam a desejar. A cronologia confusa, com idas e vindas, deixa dúvidas sobre o caminho da trama, mas a história prende e surpreende. Um conselho: assista ao filme de mente aberta e depois tire suas próprias conclusões. Qual pele você habita?

Por Paloma Quintão

Etcrítica: Faroeste Caboclo

Renato Manfredini Júnior, mais conhecido como Renato Russo, morreu em 1996 deixando milhões de fãs órfãos de seu talento musical. De fato, a mais de dez anos perdíamos um grande artista que soube traduzir sabiamente o espírito da juventude questionadora, principalmente da década de 80, com todos os seus anseios inclusive políticos. Há quem diga que ele ainda vive. Se antes ele estava presente nas fitas cassetes e vinis, hoje sua música toca ainda em mp3, e ipod’s.

Qual aspirante a diretor de cinema nunca pensou: “Essa música daria um bom filme!”. Pois é, parece que o diretor René Sampaio vai realizar essa façanha, o Ectcrítica de hoje vai falar sobre Faroeste Caboclo – O Filme. Isso mesmo, finalmente a música composta em 1979, e lançada em 1987, vai virar filme. A letra, que foi roteirizada por Paulo Lins (autor do livro Cidade de Deus) e Marcos Bernstein, conta a história de João de Santo Cristo, que sai do interior para tentar a sorte em Brasília. Lá, Santo Cristo se envolve com tráfico, se apaixona por Maria Lúcia, e trava uma perigosa disputa com um outro bandido chamado Jeremias. A trajetória obscura do personagem faz sucesso até hoje, pois além da vida de Santo Cristo a canção também denuncia a violência, o preconceito e o descaso do governo com a população.
Com o elenco principal definido, o longa está em fase de produção pela Gávea Filmes em parceria com a Globo Filmes e será todo rodado em Brasília cenário principal da história. O papel principal, de Santo Cristo, ficou com o ator Fabrício Boliveira, que já atuou em 400 contra 1. Ísis Valverde será Maria Lúcia, e Felipe Abib, de 180°, será o sanguinário Jeremias.

Já deixando curiosos os fãs de Renato e Legião Urbana, o filme está previsto para estrear em 2012. Mas para quem quer matar um pouco da curiosidade é só entrar em seu site oficial (www.faroestecaboclo.com.br) que está oferecendo um concurso para quem quiser participar de um dia de filmagem. Outro filme que está sendo rodado também é: Somos tão Jovens, que contará a história de vida do cantor, papel que será de Thiago Mendonça, que já fez o cantor Luciano nas telonas em 2 Filhos de Francisco. Bom agora é aguardar ansiosamente até a estreia!

Mariana Aimée.

Etcrítica: A Garota da Capa Vermelha


“Era uma vez, uma bela menininha que vivia em um povoado muito distante. Esta menina gostava muito de sua avó e resolveu um dia levar alguns docinhos para ela comerem juntas...”

E assim começa uma das histórias mais conhecidas mundialmente, uma história milenar passada de geração em geração para ninar crianças de todo o mundo. Mas essa ela não termina por aqui, ainda tem a parte do lobo que quer comer a linda menininha. No Etcrítica de hoje vamos falar do filme de Catherine Hardwicke, A Garota da Capa Vermelha. Que já em português, deixa brecha para sabermos que não se trata apenas de um conto de fadas.

A mesma diretora da Saga Crepúsculo comandou este thriller, dando a ingênua garotinha dos contos um perfil mais corajoso e esperto. Amanda Seyfried é Valerie, a garota da capa, que prestes a se casar com um rapaz que ela não ama, tenta armar um plano de fuga com seu amor de criança, mas é impedida pela obsessão de um lobisomem que vem matando as pessoas de seu povoado.

O filme, que tenta levar o tom de suspense até o final, confunde o espectador que tenta descobrir antes do tempo quem seria o lobo. De fato é mostrada uma interpretação nova do conto, uma versão para adultos (ou melhor... adolescentes), já que a promessa de sensualidade, traição, mortes e tudo mais que dá tempero a uma história, não é bem explorada ou aprofundada.

O filme que conta com a participação de Gary Oldman, também traz o principiante Max Irons, filho do consagrado Jeremy Irons, que fica na média quanto a sua atuação, mas que tem tudo para se tornar mais um queridinho de Hollywood.

É parece que essa fórmula sombria, mas nem tanto, que vem se repetindo nos cinemas deu certo mesmo apenas para o Crepúsculo e todos os seus filmes, já que A Garota da Capa Vermelha está fora dos destaques das bilheterias americanas.


Mariana Aimée.

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