Bertolt
Brecht foi um influente poeta e dramaturgo do século XX. Ao se tornar marxista
ao final do ano de 1920, concentrou suas obras na crítica ao mundo capitalista.
É justamente pautada nessa crítica que surge o texto dramatúrgico “Na selva das
cidades”, em cartaz no Teatro 1 do Centro Cultural do Banco do Brasil.
O cenário do texto é Chicago, retratado no tablado com
panos desenhados e desgastados, fios de ponta a ponta e a marca “Coca-cola” bem
discreta, dando o tom capitalista ao cenário.
O conflito principal da peça se dá entre o camponês
George Garga e o madeireiro Shilink. A princípio, parece ser um embate bem
interessante, com o objetivo de mostrar a forma que o homem se corrompe devido
à ganância pelo dinheiro.
Mas com o decorrer
da peça, o conflito vai perdendo o tom. O espectador logo de início, já recebe
a instrução de não tentar entender a problemática, apenas fazer suas apostas e torcer
por um suposto vencedor. Mas como ir a um teatro sem expectativas sobre a
história? Quem consegue se prender a um texto que aparentemente não apresenta
motivos coerentes? Isso deixa o texto de Brecht bem morno e cansativo. A peça tem
longa duração, o que fez parte do público abandonar o teatro no intervalo.
Brecht, sem dúvidas, é um dos maiores dramaturgos de sua
época, mas seu texto “Na Selva das Cidades” não chega a envolver o público e
sua mensagem não se aprofunda. Como diz a renomada crítica Barbara Heliodora,
duas horas e meia de diálogo gratuito, com certeza não é o melhor que Brecht
tem a oferecer.
Por Paloma Quintão

1 comentários:
Concordo. Eu fui uma das pessoas que saiu no intervalo e não voltou. A peça é cansativa, chata, arrastada. E o pior, fui mesmo pra ver o Daniel Dantas, quando a peça inicia percebemos que ele não estava lá. Um outro ator estava fazendo o papel dele e em nenhum momento isso foi divulgado. Fui embora com raiva, tédio e sono. Me senti enganada e até agora não tenho palavras pra descrever a minha total insatisfação com esta peça. Não consegui tirar nada de proveitoso. Maria Luisa Mendonça como sempre interpreta a mesma Buba de sempre. Marcelo Olinto com caras e bocas e quedas bruscas no chão não convencem ninguém. Enfim, não recomendo.
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