Cultura e Arte: R&B


O R&B foi um termo que surgiu na revista Billboard no final da década de 40. Suas siglas significam Rhythm and Blues, e em meados de 60 alcançou seu auge, tendo grande influência no desenvolvimento do Rock in Roll. Hoje volta com novos elementos e novas vozes, repaginado, e se modernizando com elementos do pop, hip-hop e jazz.

Em sua origem destacam-se a música gospel e as Work Songs, heranças da cultura negra americana, juntamente com o jazz, tendo predominância mais sax e menos guitarras, como pilares do R&B. A partir dos anos 30, o Blues se distanciou de suas origens e ganhou outras características originando o Big City Blues, que tocavam com o mesmo suingue que os centros urbanos viviam. A temática rural do Country Blues deu espaço ao som eletrificado de guitarras marcando desse modo a mudança de cenário que ocorria na época.

O crescimento da indústria fonográfica trouxe a possibilidade dos negros fazerem músicas para os negros, sendo administrada pelos mesmos com seus próprios astros e estrelas, alcançando sucesso de vendas, e marcando época principalmente para a juventude de 1950.

Trocou-se o Lord por baby, sua batida ficou mais acelerada e deixando muito mais provocante. Estas características podem ser traduzidas como sendo os primeiros passos do pop. Não teve jeito, os Race Records tomaram conta do cenário musical da época, e arrebataram jovens de todas as raças e idades. Chegou ao Reino Unido, sendo representado como bandas como Rolling Stones, e conheceu seu auge em 60.

Com a luta dos Direitos Civis, e a Guerra do Vietnã, o R&B ficou obsoleto perdendo espaço para as músicas de protesto. Hoje, novamente o ritmo se reinventa. Os grandes Michael Jackson, Stevie Wonder, Whitney Houston, entre outros. Além das novidades como Janelle Monáe, cantora de 25 anos que tem conseguido saldo positivo em seu primeiro lançamento, fazem sobreviver um estilo que conta e canta a trajetória de uma época e de um povo.

Mariana Aimée

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