ETCrítica! - Protegendo o Inimigo


Nada é o que parece e ninguém está seguro. Tenha isso em mente quando for ao cinema, pois o filme “Protegendo o Inimigo” é, no mínimo, eletrizante e imprevisível.
Para quem gosta de ação, reviravoltas, conflitos internacionais, e não se importa em levar alguns sustos na cadeira, esse é o longa ideal.
O elenco tem uma dinâmica interessante, pois traz o já veterano de filmes de ação, Denzel Washington, e um dos novos queridinhos da América, Ryan Reynolds, cuja popularidade está crescendo vertiginosamente desde que interpretou o Lanterna Verde nas telonas.
O excesso de ação não impediu o desenvolvimento emocional dos personagens principais. Washington, ex-agente perseguido por seus iguais, mexe com o psicológico dos demais que atuam no enredo, como, por exemplo, Reynolds, um jovem agente da CIA que enquanto espera ser promovido, cuida de um Abrigo, local próprio para interrogar prisioneiros inimigos. Daí vem o nome do filme em inglês, “Safe House”. É nele que Frost, personagem de Washington, é preso. Até que ambos devem fugir juntos após estarem sob ataque.
Ambientado na África do Sul, “Protegendo o Inimigo”, que estréia hoje nas telonas, como a tradução do título do filme mesmo diz, tem como ápice do enredo quando, por ironia do destino, os inimigos – Washington e Reynolds - acabam tendo que se proteger.
Mais do que tiroteios, insinuações de tortura, corrupção dentro das agencias de investigação americanas, o filme nos faz repensar a confiança e se devemos acreditar em tudo que nos é dito, mostrando uma imprevisibilidade previsível que faz você não desgrudar a atenção da tela!

Por Vitória Pratini


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