Crítica: A Volta do Todo Poderoso

Um filme que seria uma boa opção para levar as crianças ao cinema durante as férias. Uma pena que entre em cartaz quando as aulas estão recomeçando. A Volta do Todo Poderoso consegue divertir o público em alguns momentos, no entanto não consegue repetir o sucesso de O Todo Poderoso (2003), protagonizado pelo excelente Jim Carrey.

Agora, o personagem principal da trama é Evan Baxter, interpretado por Steve Carrell (O Virgem de 40 anos). Evan, que no primeiro filme era o principal rival de Bruce (Jim Carrey), deixa o emprego de âncora de um telejornal para ocupar uma vaga no congresso americano. Em toda sua campanha eleitoral prometeu mudar o mundo e, uma vez eleito, pede ajuda à Deus para conseguir cumprir sua promessa.

Deus, interpretado pelo ótimo Morgan Freeman (Amistad, Menina de Ouro, Crimes em Primeiro Graus e outros), tem outra missão para Evan: construir uma arca. Um novo dilúvio estava por vir e, assim como na história bíblica, os animais precisavam ser salvos.

Nesse momento, após cerca de 20 minutos entediantes, a trama começa a ganhar fôlego, a tornar-se interessante. No entanto, surge o grande problema do filme: a ausência de Jim Carrey. Steve Carrell parece a todo o momento tentar imitar Jim, sua atuação chega a ser forçada em alguns momentos. Carrell é um bom comediante, mas falta-lhe um pouco de originalidade.

Na seqüência, mais uma vez trouxeram uma famosa atriz de séries americanas. No primeiro, Jennifer Aniston (Friends) interpreta a mulher de Bruce. Agora, Lauren Graham (Gilmore Girls) faz o papel da esposa de Evan. Faz? Sua participação no filme é dispensável. Não pela sua atuação, mas pela fraca história. O único momento importante da personagem se dá quando resolve apoiar seu marido em sua louca construção, isso após tê-lo abandonado.

Já no elenco de coadjuvantes, destaque para a ótima Rita, interpretada pela comediante Wanda Sykes. A personagem, secretária de Evan, sempre tem uma tirada sarcástica para tudo que acontece a sua volta.

O filme segue em uma sucessão de pasteladas durante a criação da arca. A luta de Evan contra o crescimento de sua barba e cabelos, que o deixavam com a aparência de Noé, pode ser considerado o ponto alto do filme. O momento em que Deus o obriga a utilizar uma túnica, assim como na antigüidade, também consegue tirar gargalhadas dos espectadores.

O público pode ir assistir A Volta do Todo Poderoso. Ninguém vai sair do cinema revoltado por ter perdido um tempo da sua vida. Aconselha-se levar alguém junto, apenas para ter uma distração durante o filme. Ou então, talvez seja melhor mesmo esperar para alugar o DVD na locadora.

Título original: Evan Almighty
Direção: Tom Shadyac
Elenco: Steve Carell, Lauren Graham, Jimmy Bennett, Johnny Simmons, Morgan Freeman, Jonah Hill, Wanda Sykes. John Goodman, Ed Helms, John Michael Higgins

2 comentários:

Pedro Staite disse...

Uhhhhhhhhhhhhhhhhh vaia pro Guilherme!!!!!

O Steve Carell é foda! Já viu "O âncora? Eu já vi 10 vezes, e sempre me cago de rir por causa dele!

Ele é foda! É mais que bom! ehhehehe

Guilherme Dutra disse...

mas nesse filme não gostei dele não...

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