Ainda que seja
uma comparação de itens totalmente distintos, analisados de forma diferente, sempre
ouvimos que o livro é melhor com o filme. Porém, isso não significa que o longa
cinematográfico seja horrível. Nem sempre, pelo menos.
Normalmente,
os livros ganham uma nova roupagem quando adaptados às telonas, inclusive uma
bem diferente, sendo literal mas nem sempre fiel ao original, e por isso o filme
não agrada a todos. Até porque quem faz o roteiro da película não é o autor do
livro. Aliás, algo raro de se acontecer.
Mas o mais
interessante é o formato do enredo: cada capítulo do livro e do filme são relatos
da vida e do relacionamento dos dois personagens, narrados ano a ano, em todos
os dias 15 de julho, dia de St. Swithin na Inglaterra e também aniversário da data que o casal
se conheceu. É o diferencial dessa história emocionante, uma maneira de inovar
um assunto já passado.
Ainda assim, o
que não se pôde utilizar do pensamento das personagens durante o roteiro, pôde
ser transmitido pelas expressões dos atores Anne Hathaway e Jim Sturgess, que
fizeram um ótimo trabalho e mostraram uma química invejável frente às câmeras,
traduzindo exatamente os sentimentos frustrados das personagens, o amor que
surge quieto ao longo dos anos, a cumplicidade de dois amigos e as alegrias e
decepções frente aos altos e baixos da vida.
O enredo é
digno dos melhores roteiros de cinema, sendo considerado um clássico moderno,
já que mescla romance e realismo, não sendo uma narração sobre amor, mas sim
sobre o tempo. É uma história tocante e angustiante com a qual em algum momento
nos identificamos.
Resta saber se
os fãs da obra literária também gostaram do filme. Devemos lembrar que não deve
ser igual para ser bom, deve ser semelhante ao livro e captar a essência das
páginas nas grandes telas.
Por Vitória Pratini


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