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 Por Thaiza Pauluze


Desde junho, quando ocorreram os protestos pela redução da
tarifa do transporte publico  e contra a Copa das Confederações, grandes veículos de comunicação foram alvo de protesto.  Jornalistas da Rede Globo chegaram a ser agredidos em algumas ocasiões e a cobrir as manifestações sem a identificação da emissora. Além disso, um carro da Tv Record foi queimado durante um protesto em São Paulo.

No dia 3 de julho aconteceu a primeira manifestação em frente à Rede Globo no Rio de Janeiro, os manifestantes dizem que o protesto não é contra a emissora, mas sim  “pelo que ela simboliza como monopólio de veículos de comunicação". Eles lutam pela Democratização da Mídia. Com gritos como "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo" os manifestantes lacraram simbolicamente a sede da emissora no Rio. No protesto, nomes como o do colunista Arnaldo Jabor, do jornalista William Waack  e do apresentador Pedro Bial,  foram alvo dos gritos de guerra.
O protesto foi convocado a partir da denúncia sobre sonegação fiscal no valor de R$ 615 milhões que a emissora teria cometido na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002. "Não à sonegação" e "ô, a Globo sonegou", gritavam os manifestantes.
Em São Paulo, o protesto aconteceu ontem, dia 11, chamado de Dia Nacional de Lutas. Com gritos como “Globo fascista, sensacionalista” e "a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura", os manifestantes queimaram o Darf de R$ 1,5 bilhão referente à divida atualizada da Globo por sonegação de impostos.
Quando o protesto chegou à altura da ponte Otávio Frias de Oliveira, conhecida como ponte Estaiada, um grupo colou um adesivo sobre a placa que leva o nome do jornalista, publisher do jornal Folha de S.Paulo, substituindo-o pelo nome do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975 pela ditadura militar.
Os protestos talvez sejam uma resposta à imagem negativa que a Globo passa da população das manifestações, com nomes como "vândalos" e "baderneiros"  nos atos dos movimentos sociais, sindicais e estudantis.

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