DIRETO DA REITORIA - OCUPAÇÃO

Após a segunda Assembléia Estudantil, que começou às sete horas da noite no auditório 91 da Uerj, os estudantes decidiram ocupar a sala da reitoria. Com os ânimos inflamados e cantando "Acabou o amor, isso aqui vai virar um inferno", cerca de 300 pessoas desceram as rampas da universidade e invadiram e ocuparam o local.
Os alunos entraram na sala do reitor e acomodaram-se nos sofás e cadeiras. Com a sede da reitoria ocupada, os alunos passaram a deliberar as pautas e reivindicações. O prefeito dos Campi, Ivair Machado, junto com o chefe do gabinete do reitor, João Eduardo Alves Pereira, conversaram com a Comissão de Comunicação do Movimento para acertar um diálogo com a reitoria.
A sub-reitora de graduação Lená Medeiros chegou por volta de uma hora da manhã para estabelecer um canal de comunicação. Lená garantiu a segurança dos alunos e também o encontro, pela manhã, com a vice-reitora Maria Cristina Maioli, já que o reitor Ricardo Vieiralves está hospitalizado.
Após a conversa com os ocupantes, Lená e representantes da Comissão foram estabelecer com o prefeito condições mínimas para garantir alguns itens propostos pelos estudantes, como: entrada e saída dos alunos no local e a não intervenção da polícia.
Os alunos irão passar a noite no gabinete do reitor até, pelo menos, o encontro com a vice-reitora, quando decidirão os próximos passos do Movimento.
Fábio Klotz e Mariana Moreira.

6 comentários:

тιиιинα disse...

Acabei de entrar no site da ASDUERJ e a seguinte mensagem aparece:

"SOMOS CONTRA A GREVE

OS PROFESSORES MERECEM TODO O NOSSO RESPEITO E ADMIRAÇÃO. SABEMOS QUE ESTÃO A ANOS SEM NENHUM AUMENTO E QUE SEUS SALÁRIOS ESTÃO DEFASADOS. MAS GOSTARIAMOS DE UM COMPROMETIMENTO COM A LUTA.
.

QUE O COMANDO DE GREVE NÃO COMETA O MESMO ERRO QUE COMETEU EM 2006 E ESTA GREVE NÃO SE TORNE A MESMA DERROTA DAQUELE ANO
GRUPO MANIFESTO"

Hackearam o site... q louco!

Monique Vianna disse...

Gostaria de parabenizar o movimento estudantil pela a ocupação, de maneira eficaz e eficiente!!!!!!!!!!!!!!!

Unknown disse...

Outro ponto importanmte é ter em mente que esse é um movimento estudantil, e não partidário.

Independente de convicções políticas, todos devem entender que o objetivo é a melhoria da UERJ. Não é momento para vaidades políticas e disputa de liderança dentro do movimento.

O mais difícil já foi feito: conseguimos realizar uma assembléia que lotou o auditório 91 e ocupamos a reitoria. Mas esse não é o fim, mas sim o início. É fundamental que nossa pauta seja definida em termos objetivos e que o resultado das votações sejam respeitados. É complicado ficar horas discutindo o mesmo tema e vê-lo voltar à tona pois o resultado não agradou um determinado grupo.

Se ficarmos discutindo os mesmos assuntos e não respeitarmos as deliberações, o movimento enfraquecerá de dentro para fora.

A proposta já foi decidida na noite do dia 11/09/2008, ocuparemos até domingo e pensaremos em formas de paralisar o vestibular. Por mais que essa proposta não contemple os interesses de todos, foi a que recebeu mais votos. Essa discussão de "ocupar" ou "não ocupar" deve ser superada e devemos pensar em "como ocuparemos".

Mesmo acreditando que essa não é a melhor solução, devemos apoiar o movimento.

A presença de todos durante os dias 12, 13 e 14 é de extrema importância, pois será decisiva para o fortalecimento da ocupação.

A UERJ vive um momento de mobilização estudantil forte e temos que valorizar e aproveitar esse momento para que se torne permanente.

Abraços a todos

Aline BBorges disse...

Nosso digníssimo reitor está hospitalizado ou viajando a Portugal??? Porque foi exatamente por causa da viagem que não teve reunião da Csepe para cancelamento do vestibular... é dose...

Renata disse...

Moção de apoio
Isso não é apenas uma moção de apoio, mas um chamado à luta unificada pela total reestruturação do poder na universidade.
Os estudantes da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) estão acampados na frente da reitoria, reivindicando principalmente a participação efetiva dos estudantes nos órgão de deliberação da universidade, com o intuito de transformar esta, que está falida e não produz mais conhecimento útil para o desenvolvimento da humanidade, atendendo apenas a uma lógica de mercado que só visa obter lucro para a classe burguesa. Isso fica muito claro se observarmos a quantidade de capital privado que é “injetado” nas pesquisas das universidades, como se fossem investimentos em bolsas de valores. Enquanto isso, as salas de aulas das estão caindo aos pedaços, há falta de professores e não existe assistência estudantil de verdade.
Por isso apoiamos a luta dos companheiros da UERJ, UFSJ, Uncisal, Unir, UFF, UENF, por entendermos que é preciso construir a unidade na luta do movimento estudantil para reivindicarmos a proporcionalidade nos órgão de deliberação da universidade, pois somente os estudantes, que são os menos atrelados à burocracia universitária, ao lado dos trabalhadores em defesa do poder popular, podem enfim mudar os rumos da universidade.
A proporcionalidade (governo tripartite) é o autogoverno proporcional aos três setores que compõe a universidade: professores funcionários e estudantes. Esta proposta garante representação real da base que compõe a comunidade acadêmica. Diferentemente da paridade, que não passa de uma farsa mascarada de democracia. A paridade mantém a eleição e a lista tríplice, além disso, o voto de estudantes e funcionários continua valendo menos do que o dos docentes. Isso porque o calculo é feito em cima do total de integrantes de cada segmento, portanto na universidade, onde a maioria é de estudantes, a porcentagem que lhe é referida é dividida em muito mais membros, fragmentando o peso do voto.
Chamamos a todos a levar a discussão da estrutura de poder na universidade, atualmente imposta pelo governo e que é o principal gerador dos problemas apresentados, como a falta de assistência estudantil, professores, infra-estrutura e o autoritarismo dos docentes, entre outras coisas.

Acampados Vila fora CONSU, Unifesp – São Paulo, 15 de setembro de 2008.

Renata disse...
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