Entrevista com à Prefeitura do Rio - Solange Amaral / DEM

A TV UERJ Online entrevistou os candidatos à prefeitura da cidade do Rio de janeiro e a entrevista com a candidata do Democratas, Solange Amaral, apresentou problemas técnicos.Entramos em contato com a assessoria da canditada que aceitou refazer a entrevista por email.



TV UERJ Online: O que o candidato pensa a respeito da presença do exército nas comunidades carentes da cidade? E o que fazer para reduzir o índice de violência na cidade?

Solange Amaral: Não mudou nada para mim, porque vou às comunidades sempre. Fui aos locais ocupados, como vou sempre. Mas não preciso do Exército ou da Marinha para entrar nesses lugares. Mas é claro que acho bom o Rio ter mais segurança, nossa cidade precisa. É importante lembrar que a segurança não é apenas necessária nas comunidades, mas também nas avenidas, ruas, sinais, pardais. Nunca tive problema em comunidades, fiz 200 Favelas-Bairros, entrei em todas do Rio de Janeiro, e continuo indo como candidata. Mas reforço que toda a cidade precisa de policiamento. A cidade precisa sempre de segurança e de ajuda da Força Nacional, do Exército. Três dias em cada lugar pode dar para fazer uma foto. Segurança mesmo que nós precisamos é coisa que demora muito mais tempo.
Como prefeita do Rio, vou colaborar para melhorar a insegurança nas ruas da cidade. Em primeiro lugar, pretendo comprar mil câmeras para a vigilância de áreas comerciais. Os equipamentos serão instalados em diversos pontos do Rio, especialmente nos corredores de comércio, e vão ajudar no combate a pequenos crimes, como saidinhas de banco e roubos de celular e laptop.
Também faz parte de meu programa de governo a implantação do Programa de Segurança Cidadã, em que o foco do patrulhamento e do policiamento não será o confronto, mas a prevenção. Dentro desta proposta, vamos reativar o projeto Cosme e Damião – duplas formadas por um policial militar e um guarda municipal cada, para fazer a prevenção a pequenos delitos. Como parlamentar, apresentei na Câmara dos Deputados uma proposta de emenda constitucional (PEC 255/08) que amplia as atribuições das guardas municipais, dando a elas poder de realizar ações de policiamento ostensivo nas cidades com população superior a um milhão de habitantes. Mas não sou a favor que a guarda municipal seja armada. Para mim, segurança pública é planejamento e prevenção.
E há ainda outras maneiras de evitar a violência. Ampliar o efetivo da Guarda Municipal, o sistema de ronda escolar e o programa Agentes da Liberdade, de reinserção de ex-presidiários e investir na capacitação de jovens e no trabalho de assistência social, a fim de evitar a evasão para atividades criminosas são algumas.

TV UERJ Online: O candidato tem alguma proposta ou projeto de revitalização do centro da cidade, parques e praças (principalmente as do subúrbio)?

Solange Amaral: Vou incrementar a habitação popular no Centro do Rio, com mais 900 moradias. Irei priorizar iniciativas de revitalização do Centro do Rio e levar o projeto Rio Cidade para a Rua Gomes Freire. Vou implementar os projetos Corredor Iluminado, de melhoria das condições de iluminação da área, e Conjunto Serrador, de revitalização da Cinelândia. Quero investir na reurbanização da Praça Tiradentes, além de fortalecer e ampliar o projeto Centro Histórico Seguro, com maior número de guardas municipais e integração das equipes de Controle Urbano e Assistência Social. É importante criar mecanismos de incentivo e criação de novos Quarteirões Culturais e empenhar recursos e mecanismos de incentivo ao projeto Jogue Limpo, com vistas à educação ambiental e melhoria das condições de limpeza urbana. Outro ponto importante é a modernização da área portuária, onde serão criados cinemas e shoppings na região, que terá em breve o Aqua Rio. Junto com o governo do Estado quero fazer do Centro uma região de tolerância zero.
Quanto às praças e parques, pretendo ampliar a arborização urbana do Rio com uma meta de 25 mil novas árvores por ano nessas áreas e também em diversas ruas da cidade. Vou garantir a manutenção constante desses espaços e estimular a adoção de praças, parques, ciclovias e bicicletários pela iniciativa privada, que é uma maneira muito eficiente de assegurar um cuidado contínuo de áreas públicas. Quero ainda ampliar os programas de ginástica, lazer e cultura nas praças. Os portadores de deficiência vão ser contemplados com reformas que vão garantir a acessibilidade desses locais, inclusive com a instalação de brinquedos adequados a crianças com necessidades especiais. As praças e parques também serão beneficiados com o projeto Cosme e Damião, do qual falei anteriormente, o que vai garantir mais tranqüilidade aos usuários desses locais.

TV UERJ Online: Esse ano o Rio enfrentou uma das piores epidemias de dengue da história. Como deve ser o trabalho prévio da saúde pública para evitar outras epidemias?

Solange Amaral: Como já vem sendo feito, pretendo, todos os anos, no período em que o perigo de contrair a doença fica mais evidente, intensificar os programas de prevenção. As medidas são eficazes, mas desde que a população colabore. É preciso fazer um trabalho de conscientização, que é de longo prazo. E, além disso, trabalhar em conjunto com o governo estadual e federal. As redes de saúde não podem ser concorrentes, e sim complementares.
Tudo que acontece no Rio de Janeiro ganha uma proporção muito maior. Somos a vitrine do país, estamos muito visados o tempo inteiro. A questão da dengue é muito mais preventiva. A responsabilidade não é só da Prefeitura. É também do Ministério da Saúde e do Estado. Mas o Ministério da Saúde aplicou apenas 55% do total de R$ 68,1 milhões no Programa de Vigilância, Prevenção e Controle da Malária e da Dengue, sendo que a principal ação destinada à dengue que castigou o Rio usou apenas 31% dos recursos previstos no Orçamento Geral da União.
Muitas cidades vizinhas a nós enfrentam problema igual ou pior, só que os hospitais na nossa cidade absorvem todos os pacientes no entorno. O prefeito fez a parte dele: abriu, por exemplo, o Hospital de Acari e disponibilizou mais leitos para os pacientes.

TV UERJ Online: O que seria possível visando o desenvolvimento de projetos para a cidade em parceria com a UERJ?

Solange Amaral: Em visita à UERJ mês passado, eu falei sobre a idéia de municipalizar a instituição. É uma proposta criativa, inovadora, mas que tem a ver com as raízes da Uerj. Ela foi criada como Universidade do Distrito Federal e hoje pertence ao Estado. E este caminho não tem apontado melhorias para a instituição. Vou levar esta proposta ao governador, a todas as instâncias. A honra da cidade é ter uma universidade

Considerações finais:
Nesta reta final, é importantíssimo que o eleitor pense no futuro do Rio, no futuro do seu bairro, da sua família. Eu quero avançar num tempo de realizações, que foram os últimos 16 anos na cidade. Vou garantir tudo aquilo que deu certo e implantar novos projetos, para que o nosso Rio seja ainda melhor.


A s entrevistas com os demais candidatos estão no site da TV UERJ.

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