Julia Jarmond é uma jornalista americana que vive em Paris desde
que se casou com seu marido há 25 anos. Sarah Starzinsky é uma garota filha de
judeus, que viveu na cidade luz há quase 70 anos atrás. O que há em comum entre
as duas e como a historia delas pode se entrelaçar?
Julia está produzindo uma matéria sobre a concentração de
judeus no Velódromo durante a 2ª guerra, episodio do qual Sarah e seus pais
participaram. Entretanto, ao aprofundar sua investigação, a jornalista descobre
que o apartamento para o qual ela e o marido desejam se mudar pertenceu
justamente à família Starzinsky. Alem disso, descobre ainda que, antes de ser
arrancada de casa pelas tropas nazistas, Sarah, inocentemente e por um instinto
de proteção, tranca seu irmão de apenas 4 anos no armário, com o pensamento de destrancá-lo
daqui a poucas horas. Tal fato não ocorre, pois ela e os pais acabam sendo
levados posteriormente ao campo de concentração de Auschwitz.
A trajetória entre Sarah e Julia pode se tornar mais forte
do que se pensava, já que Julia descobre que Sarah poderia ainda estar viva nos
dias de hoje. Tal ligação pode transformar completamente a história da
jornalista, fazendo-a reavaliar todos os valores de sua vida.
Com uma fotografia que somente o cinema europeu consegue
produzir e um roteiro bem concatenado, o drama mostra um contundente retrato da
França sob a ocupação nazista, revelando tabus e negações que circundam este
doloroso período da História francesa. Tocante, encantador e imperdível.
NOTA: 8,3
Obs: O filme "A chave de Sarah" entra em cartaz no dia 18 de novembro.
Obs: O filme "A chave de Sarah" entra em cartaz no dia 18 de novembro.
Gabriel Manes
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