Trote Universitário

Não são novidades as brincadeiras sofridas por alunos que acabam de ingressar em faculdades. Os trotes são famosos por promoverem atividades entre calouros e veteranos, visando à interação entre os grupos. Mas, frequentemente são relatados casos de tortura, abuso sexual, bullying e até mortes. Um exemplo recente ocorreu ontem, quando alunas do curso de turismo da Universidade Federal de Minas Gerais, teriam sido amarradas a uma árvore e submetidas a brincadeiras de cunho sexual. Segundo representantes da UFMG, os trotes são proibidos na universidade, mas a verdade é que os seguranças não possuem controle quando esse é o assunto.

O caso mais extremo conhecido terminou em morte na Universidade de São Paulo (USP). Em 1999, o estudante de Medicina Edson Tsung morreu afogado na piscina do centro atlético estudantil. Em 2006 o caso foi arquivado e os acusados de terem matado o jovem foram inocentados. Também afogado, o aluno de física, Vítor Vicente de Macedo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro foi induzido a entrar na piscina mesmo sem saber nadar e acabou morrendo.

Em contrapartida, podemos citar alguns trotes que em vez de agredirem moral e fisicamente, incentivam os calouros a valorizarem as boas ações e praticarem cidadania, como por exemplo, doações de sangue, roupas, brinquedos e visitas a orfanatos, porém, infelizmente esses casos são minorias e precisam ser estimulados pelas próprias Universidades. Esperamos que esse quadro seja revertido e que as pessoas tenham bom senso.

Por Mylena Mattos e Victor França.

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