Há exatos 52 anos nascia, no Rio de Janeiro, um dos maiores
nomes da musica brasileira: Renato Manfredini Junior, o Renato Russo. Autor de inúmeros sucessos como “Pais e Filhos”,
“Mais Uma Vez” e “Tempo Perdido”, o carioca nasceu em 1960, mas se mudou ainda
criança para Brasília, capital do rock no Brasil, onde mais tarde seria considerado
o “irmão mais velho da geração Coca-cola”, que também contava com a influência
dos músicos Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.
Seu interesse pela música surgiu com os
movimentos punks que aconteciam nos anos 70. Calças rasgadas, orelhas furadas e
sede de revolução inspiraram sua música, no inicio da carreira nos bares de
Brasília. Em seguida, veio o convite para o Aborto Elétrico e,
mais tarde, para formar a iniciante banda Legião Urbana.
Com esta última, Renato Russo viveu o auge de sua carreira.
Após o terceiro disco, a banda já tinha seus shows sempre lotados por todo o
país e, até o anúncio de seu fim, arrastou multidões para compartilhar da
revolta contra a política e a sociedade. Apesar do seu inegável caráter questionador,
Renato também compôs sucessos menos ácidos , como “Eduardo e Mônica”, “Ainda é
Cedo” e “Por Enquanto”.
Paralelamente ao Legião, o Trovador Solitário também gravou dois discos
solos, projeto que foi interrompido por sua morte prematura por complicações de
AIDS, aos 36 anos, no Rio de Janeiro. Porém, mesmo após essa perda crucial para
a banda e para o Brasil, houve o lançamento de 4 livros sobre o artista, 2 cds
inéditos e uma biografia, assim como várias coletâneas. Mas, alem de ter
deixado obras como “Será”, que movimentou toda a geração dos anos 80 e
“Faroeste Caboclo” de incríveis 159 versos sem repetição, Renato Russo deixou mais
que poesia: ele deixou motivação para seus seguidores que sabem que são tão
jovens e que tem todo o tempo do mundo, mas que é preciso amar as pessoas como
se não houvesse amanhã.
Por Raquel Alves

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