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Por Luis Felipe França

Na manhã dessa quarta feira, o Secretário de Estado da Casa Civil do Rio de Janeiro, Régis Fitchner, anunciou que os proprietários das cadeiras cativas do Maracanã não terão privilégio para acompanhar os jogos das Copas das Confederações e do Mundo e os Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

O secretário justificou que o estádio será inteiramente entregue à Fifa e ao Comitê Olímpico Internacional, e os assentos, nas ocasiões, não estarão nos setores, que estarão reservados para o trabalho dos jornalistas.

De acordo com Fitchner, a medida se baseou em uma lei criada na ocasião da escolha do Brasil como sede dos eventos e descartou qualquer tipo de ressarcimento aos proprietários das cadeiras.

Há seis anos, para os Jogos Pan-americanos, o governo passou pelo mesmo problema, porém, ações judiciais garantiram ingressos para os lesados.

Porém, o secretário afirma que não existe comparação entre os eventos. No caso do Pan, a Odepa disponibilizou os ingressos já que a procura não era tão grande, diferente de uma Copa do Mundo.

E além da perda dos privilégios, os 4968 proprietários terão que recadastrar suas cadeiras, e passarão por um sorteio de localização. As cadeiras serão localizadas acima da tribuna de honra, e os proprietários que possuírem mais de uma poderão agrupá-las.

O Maracanã será reaberto no próximo dia 27, com a presença de operários e familiares nas arquibancadas para ver o jogo entre amigos dos ex-jogadores Ronaldo e Bebeto. Depois, o estádio terá mais dois testes, um no dia 8 de maio e o outro no dia 2 de junho, com um amistoso entre Brasil e Inglaterra.

Para mais informações sobre as cadeiras acesse o site: www.cadeiracativa.rj.gov.br.


A problemática FIFA - Brasil na Copa do Mundo 2014


Hoje, em nosso blog, vamos falar um pouco sobre a novela que envolve a relação nada amorosa entre Brasil e FIFA.
Como você deve saber, há pouco mais de um mês, o Governo e a FIFA vêm trocando farpas publicamente, sem qualquer interesse em deixar em segredo o que pensam. O barril de pólvora estourou no dia 2 de março, quando o secretário-geral da FIFA Jérôme Valcke criticou duramente o Brasil, com referência aos atrasos das obras para a Copa do Mundo de 2014, e arrematou:

“Não está funcionando. O Brasil merece um chute no traseiro.”

Logo no dia seguinte, a novela prosseguiu em mais capítulo quando o senador Aldo Rebelo alegou dispensar a presença de Valcke como interlocutor para os assuntos da copa. Em seguida, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, pediu desculpas pelo ato errôneo de seu secretário.
Mais tarde, as autoridades convidaram o presidente da FIFA e não o secretário para que atuasse nessa interlocução. O melodrama prossegue quando o senador Roberto Requião, que é do PMDB do Paraná, solta o verbo e diz: 

“Não queremos o porteiro da FIFA. O requerimento aprovado foi para receber o Blatter, não esse bedel da FIFA. Se depender de mim, ele receberá um pontapé em suas redondas abundâncias.”

Será que discutir quem vem ou quem não vem ao Brasil é uma questão realmente decisiva? É óbvio que a atitude de Jérôme Valcke não foi a mais acertada, até porque deve-se considerar a soberania do Brasil. Por outro lado, pode ter servido para o Brasil acordar desse sono profundo e começar a agir, afinal faltam apenas dois anos!

Por Victor França
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